Pensar diferente nunca foi tão urgente

16/09/2020
Institucional

Referência máxima para profissionais das mais diferentes áreas, o think different saiu daquele lugar imaginário onde vivem os insights, os signos e os símbolos e aterrissou diante dos nossos olhos perplexos. De repente, olhamos em volta e vimos que muita coisa não está mais em pé, a começar por milhares de vidas que foram vitimadas por uma pandemia sem precedentes.

 

Como se isso já não assustasse, ainda não temos a cura definitiva para o mal repentino e as nossas atividades econômicas também estão na UTI, projetando muitos prejuízos humanos e materiais para todos. Agora, a nossa vida se divide em antes e depois de 2020. O bug que não aconteceu na virada do milênio veio agora, só que com vítimas em carne e osso.

 

Sim, foi um murro e fomos à nocaute. Porém, é como diz aquele ditado: se cair, do chão não passa. Ainda tontos pelo baque, nos levantamos e continuamos no ringue. Olhamos em volta de novo e vimos que temos as maravilhas tecnológicas que o nosso conhecimento criou. Nos agarramos a elas como quem vai às cordas.

 

Distantes uns dos outros, aprendendo a cuidar de si como nunca, lidando continuamente com uma ameaça que não vemos, estamos nos comunicando mais, buscando alternativas e, principalmente, descobrindo o outro, aquele que já estava ali, mas que não percebíamos em sua totalidade humana.

 

A entrega heroica das pessoas que estão na linha de frente no combate ao vírus fez muita gente boa se dar conta da importância das coisas mais básicas e como dependemos uns dos outros, seja para recolher o lixo, fazer compras num mercado, receber uma pizza quentinha em casa ou ser atendido num hospital, entre tantas outras.

 

A partir dessa percepção instantânea, desse contato imediato nascido do distanciamento e da ausência que se faz presente, algo nos diz que o algoritmo e a inteligência artificial são ótimas ferramentas, são nossas aliadas nessa verdadeira guerra, mas que ainda temos muito o que refletir para saber qual é o caminho mais amplo para transformarmos nosso modo de vida.

 

Nesse cenário com traços de grande incerteza, uma coisa é certa: para se conectar com esse novo mundo, mais do que hardwares e softwares precisamos de nós, do plural, do colaborativo, daquilo que nos faz mais humanos e menos indiferentes. Do igual vem o mesmo, a repetição, aquilo que já conhecemos e que precisamos reavaliar e transformar em novos pontos de vista.

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